quinta-feira, novembro 19, 2009

Matéria: Helvéticos

Helvéticos estreiam nos palcos de Balneário Camboriú

Nem a chuva do início da noite de domingo, 15, estragou a estreia da banda Helvéticos, de Bombinhas, nos palcos de Balneário Camboriú. O show foi no Open Bar, reduto underground dos roqueiros da região, e contou com outras quatro bandas. Essa foi a segunda apresentação do quarteto formado há poucos meses. O primeiro show aconteceu no início de novembro em Rio do Sul, no Porão do Duque.
Recentemente, os Helvéticos lançaram três singles virtuais que já estão disponíveis no Myspace da banda. As músicas foram gravadas no estúdio Frequência Digital, em Itapema, mas eles já avisam que vem mais por aí. “Temos muitos planos para o início do ano, e um deles é começar a gravar o nosso primeiro CD”, revela o vocalista e guitarrista Cainã Moreira.
Com composições marcadas por fortes influências de bandas como Cachorro Grande, Beatles e The Strokes, eles admitem ter estilos bem diferentes. O baixista Gustavo Senhok, o guiarrista Jesiel Buffon e o baterista Clovis Junior, tocam também em uma banda de hardcore, chamada Afasia C. “Eu gosto de tudo, mas quem influencia mais a Afasia são bandas como Dead Fish, que eu ouço bastante”, conta Gustavo.
Para o próximo ano, além dos planos de gravar o primeiro CD, os Helvéticos prometem mais novidades. Segundo Cainã, estão rolando negociações para um show em Guaramirim, no mês de março, juntamente com a banda gaúcha Tenente Cascavel, que é uma fusão entre as bandas TNT e Cascavelletes. “Estamos planejando também um show de volta às aulas na Univali, junto com a banda Torneiras”, finalizou.

Publicado no blog temático de webjornalismo Musisc

Por Juliete Lunkes

terça-feira, novembro 10, 2009

Matéria: Torneiras

Torneiras grava EP na capital

Já passava das 10 e meia quando o Uno preto do baixista Camilo Garcia estacionou em uma ruela da praia da Armação, em Florianópolis. O início da gravação do primeiro EP da banda Torneiras, de tajaí, estava marcado para as 10h do feriado de finados, mas alguns erros de trajeto atrasaram um pouco a chegada dos músicos ao estúdio Ouié Discos. O trio fez uma curta viagem de Itajaí até a capital catarinense só para a gravação das cinco músicas que integrarão o primeiro EP da banda.
O estúdio caseiro tem vista para o mar azul de Florianópolis, e nem o vento trazido por ele era capaz de sanar o calor do feriado. Por volta das 11 horas as gravações iniciaram. O guitarrista e vocalista André Fuck começou gravando as linhas de guitarra das duas primeiras músicas,“Não viajarei pra Argentina” e “Volta pra cama”. Em seguida foram gravadas as linhas de baixo e então o baterista Cyro Nunes começou seu trabalho.
"Cara, tá ficando muito bom”, repetiam os três músicos empolgados junto com o produtor Paulo Costa Franco. Torneiras foi a primeira banda de rock produzida por Franco, que abriu o estúdio há pouco tempo. “Eu achei o estúdio pesquisando na internet o melhor valor. Depois, comecei a conversar com o Paulo e ele me mandou umas músicas que ele já tinha gravado. Eu achei que ficaram boas e fechamos o negócio”, revelou André.
As cinco músicas foram gravadas com todos os instrumentos separados, e em vários takes, totalizando 10 horas de gravação e muito cansaço no fim do dia. “Mas é assim mesmo. Cinco músicas em 10 horas até é pouco. Foi correria”, avisa o produtor quando os instrumentos começaram a ser guardados.
A ideia dos músicos é lançar o ainda em novembro. “Agora falta masterizar as músicas. Esse processo vai ser feito em Itajaí mesmo”, explica o baixista Camilo. Essa última etapa ficará por conta do DJ e produtor musical Bruno Garcia, que ajudou a produzir as três músicas que a Torneiras gravou no início deste ano.

Publicado no blog temático de webjornalismo Musisc

Por Juliete Lunkes

quarta-feira, julho 22, 2009

Matéria: Last Fm

O que você está ouvindo agora?

Ele é mais do que uma simples rede virtual. De acordo com o grupo que o gerencia, “é um serviço que aprende as músicas de que você gosta”. Assim é o Last Fm: você entra no site, faz seu cadastro, instala o software para o programa em que você ouve músicas e continua ouvindo-as como costumava. Depois de criar um perfil no site com seus dados, o Last Fm registrará as músicas que você ouve em tempo real, criando listas que são exibidas na página principal do usuário. Essas listas são divididas em “Os artistas mais ouvidos”, “As músicas mais ouvidas” e “As últimas faixas executadas”.

Mas essa não é a melhor parte. O Last Fm ainda permite que você participe de grupos, que funcionam mais ou menos como as comunidades do Orkut. Você também pode procurar pessoas com gosto musical parecido com o seu e adicioná-las aos seus amigos. O Last Fm também dá dicas de pessoas que ouvem as mesmas bandas que você e mede sua compatibilidade musical com todos os usuários através de uma barrinha que vai de “muito baixa” a “super”.
Os usuários podem colaborar com as páginas dos artistas enviando fotos e escrevendo biografias dos músicos. Nas páginas dos artistas também é possível que o internauta classifique o gênero e faça uma relação de bandas que tem um estilo parecido. Dessa forma, os demais usuários podem conhecer bandas semelhantes às que costuma ouvir. Se preencher corretamente no cadastro a cidade em que mora, o usuário é avisado dos próximos shows perto dele, poderá marcar no perfil se estará presente e encontrar pessoas que também irão.

Com tantos mecanismos e aproximadamente sete anos de existência, por que então o Last Fm nunca foi tão popular no Brasil quanto Orkut ou Twitter? Para o estudante de jornalismo Vinícius de Oliveira, 23 anos, ao contrário dos demais sites de relacionamento, para alguém se cadastrar no Last Fm é imprescindível que seja fanático por música. O Last Fm é o tema do trabalho de conclusão de curso desse aficcionado que passa em média 10 horas por dia em frente ao computador.

Segundo o estudante, os usuários do Last Fm são constituídos em sua maioria por pessoas com um estilo mais alternativo, que gostam de rock, pop e música eletrônica. “São pessoas mais atreladas à música, que tem mais tendência a fuçar e conhecer coisas novas.”, afirma. De acordo com as pesquisas realizadas por ele, a maior parte dos usuários brasileiros do Last Fm pertence à região sul e sudeste do país. “Coincidência ou não, são quem tem um maior poder aquisitivo.”

Definindo seu gosto musical

A estudante Laura Maia Martins, 15 anos, é usuária do Last Fm desde maio de 2008, como entrega seu perfil de usuário. Ela conheceu o site através de um amigo e deixa sua página do Last Fm aberta durante todo o tempo em que estiver conectada a internet. “Costumo deixar a página aberta e ficar atualizando para checar se há mensagens novas. De vez em quando dedico mais tempo ao site, procurando novas bandas.” diz.

Assim como Vinicius, que assume ter descoberto seu gosto musical através do Last Fm, Laura, e grande parte dos usuários, admitem ter formado sua preferência musical fuçando nas páginas dos artistas no Last Fm. “A maioria das bandas de que mais gosto, conheci através do Last Fm.”, afirma a jovem. Para Vinicius, além de formar o gosto musical dos usuários, a principal função do Last Fm é juntar pessoas com interesses em comum. “A base da internet é a interação e o compartilhamento”, diz.

Por trás do Last Fm

A idéia começou com uma simples brincadeira de um universitário inglês. O estudante rastreava músicas que ele e seus amigos ouviam no computador através de um sistema chamado Audioscrobbler. Anos mais tarde, o Last Fm surgiu reunindo este sistema de rastreamento juntamente com a idéia de uma gravadora online que divulgava bandas independentes ainda no século XX. O objetivo era democratizar a música. Cada um deveria ouvir o que quisesse, e não o que as rádios impõem.

Atualmente a equipe do Last Fm é formada por 62 membros que se reúnem diariamente em um escritório na região leste de Londres para ajudar a mudar a maneira como as músicas são descobertas e divulgadas. Além da equipe que trabalha diretamente no escritório do Last Fm, existem também os moderadores, que são de todas as partes do mundo e colaboram para manter o bom funcionamento da rede.

Matéria publicada no jornal universitário Cobaia

Por Juliete Lunkes

terça-feira, julho 14, 2009

Matéria: Os jovens e a leitura

Pesquisa Revela: Falta estímulo para leitura entre jovens brasileiros

Eles vão para a escola, navegam na internet, namoram e saem com os amigos. Alguns fazem cursos de idiomas, atividades físicas e provam que são de fato pessoas muito antenadas e, principalmente, muito ocupadas. No entanto, o problema dos jovens do século XXI é a falta de interesse pela leitura. Os estudantes quase não lêem livros, e a maior parte da leitura realizada por eles é resultado da obrigação da escola ou da faculdade.

O Ministério da Cultura divulgou recentemente uma pesquisa realizada pelo Instituto Pró-Livro sobre a relação dos jovens com os livros no Brasil. A pesquisa mostra que a média anual de leitura nessa faixa etária gira em torno de 4,7 livros, incluindo a Bíblia e livros didáticos. Livros lidos por vontade própria somam apenas 1,3. Trinta e nove por cento dos leitores tem menos de 17 anos, ou seja, ainda estão em idade escolar. Já 14% deles estão em idade universitária, entre 18 e 24 anos.

Em um artigo escrito para o site da instituição Brasil Escola, a pedagoga Elen Campos revela que a leitura foi cada vez mais deixada de lado com a chegada da internet, e explica que um leitor deve ser estimulado desde cedo. “Desde pequena a criança deve ser estimulada a reconhecer a leitura como um momento de prazer. Os pais podem fazer isso de uma maneira natural, presenteando seus filhos com livros infantis ou gibis. A leitura é um dos principais artifícios que insere o indivíduo ao mundo do conhecimento”.

O estudante de 20 anos Douglas Both não faz parte da estatística dos universitários que costumam ler livros. Cursando o terceiro período da faculdade de design, confessa não freqüentar bibliotecas. “Eu devo ler uns dois livros por ano, no máximo. Prefiro ler jornais que pelo menos me mantém informado”, conta. Apesar de achar que livros de literatura não tem muito o que acrescentar, o estudante confessa se interessar por alguns assuntos e buscar informações sobre eles. “Tenho interesse por filosofia e religião, às vezes leio livros sobre esses assuntos”.

Já com o estudante de Publicidade e Propaganda André de Oliveira, também de 20 anos, a história é outra. Com um estimulo que veio de berço, o estudante tem uma verdadeira paixão por livros. “Não vou muito a bibliotecas, pois gosto de ter o livro, então costumo ir a livrarias pelo menos duas vezes por mês para comprar novos.”, diz. A preferência do rapaz, que torce o nariz para os títulos que os professores mandam ler, é por livros de suspense e terror de autores como Stephen King e Joe Hill. “Também gosto de histórias que podem acontecer com qualquer pessoa, como as do Nick Hornby.”, conta.

O estudante André de Oliveira está entre as exceções registradas nas estatísticas do Instituto Pró-Livro, bem acima da média apontada pela pesquisa, segundo a qual mesmo os brasileiros lendo em média 4,7 livros por ano, apenas 1,1 deles é adquirido. Entre os 36 milhões de compradores de livros do país, a média anual se compra é de 5,9 exemplares.

Matéria para a disciplina de Técnicas de Reportagem

Por Juliete Lunkes

sexta-feira, abril 17, 2009

Matéria: Lenzi Brothers

Lenzi Brothers

Dizem que um bom filho à casa torna. Com os irmãos Marzio, Matheus e Buca, que também atendem pela alcunha de Lenzi Brothers, o velho ditado cai como uma luva. Depois do sucesso em 2008, eles escolheram subir a serra e encontraram na sua terra natal, Lages, o lugar ideal para a gravação do seu quarto disco, que deve sair no segundo semestre desse ano.

O sucessor do bem-comentado Trio, lançado no ano passado, ainda não tem nome definido, mas os brothers já adiantam que o álbum contará com treze faixas inéditas. Segundo o baterista Matheus Lenzi, as gravações iniciaram há pelo menos seis meses, e, por opção dos próprios músicos, está sendo feita num ritmo mais leve. “Gravamos quando nos sobra tempo, de uma maneira mais relax, sem pressa”, conta.

O estúdio onde têm rolado as gravações pertence aos membros da banda Yer, amigos dos Lenzi, que por este motivo escolheram o lugar. Na fase de captação, a produção do disco está por conta dos próprios irmãos. Assim que finalizarem a primeira etapa, partirão para São Paulo onde será feita a parte de mixagem e masterização. Segundo Matheus, é possível que na capital paulista ainda possam convidar outros músicos para participações especiais. O produtor e o período desta segunda etapa ainda não estão decididos.

Além da liberdade das pressões, que levou a banda a escolher Lages para a fase de gravação, o retorno a serra catarinense também tem a ver com o desejo dos três de atingirem uma sonoridade mais distinta do disco anterior, gravado em Balneário Camboriú, cidade adotada pelos caras. Apesar disso, Matheus avisa que os dois ainda terão semelhanças. “O novo disco é mais parecido com nosso último, o ‘Trio’. Ele é rock, dançante e energético”.

Apesar da tendência mundial em lançamento de discos somente pela internet, eles pretendem lançar o novo trabalho em formato físico. Segundo Matheus, a banda ainda não definiu se será distribuído de forma independente ou por algum selo, e por isso ainda não sabem se vão disponibilizar o disco inteiro também para download. “Mas se tudo ocorrer como planejamos, em julho será lançado o primeiro single na internet”, revela.

E eles terão que se superar para bater o reconhecimento do disco Trio, que traz as melhores canções do grupo em treze anos de estrada, como “Allana” e “Abstinência”. Foi através dessas músicas que os irmãos alcançaram maior visibilidade em âmbito nacional no último ano. Uma prova disso é o reality show da MTV “Cachorro Grande em Busca da Fama”, que trouxe os gaúchos ao sul do país para mostrar os destaques independentes nos três Estados. A Lenzi Brothers saiu vencedora e desde então tem aparecido com freqüência na emissora e em outros veículos de comunicação, além de contar com uma agenda de shows movimentada.

Falando em MTV, recentemente estreou na programação do canal o videoclipe da música “Abstinência”, que faz parte do disco anterior dos Lenzi. Pra completar, no mês de maio eles fizeram uma mini-tour passando por três Estados tupiniquins. A viagem, que esteve em São Carlos-SP e Uberlândia-MG, terminou no famoso festival “Bananada”, em Goiânia-GO, sendo uma das únicas bandas a representar o sul do país.

Publicado no site Válvula Rock

Por Juliete Lunkes e Anderson Davi